19 de ago. de 2013

Atividade Fixação

Com base nos textos: Livres como o país, Independência é traição, e Outorgada sim, mas liberal (ver os respectivos links dos textos no programa da disciplina oi no site da Revista de História da Biblioteca nacional):

A participação dos negros

Maranhão


Constituição


1. Com base no texto “Livres como o país” destaque o(s) significado(s) políticos da participação dos escravizados e libertos no processo de “Independência” do Brasil.

Eles tinham grande significado político pois as tropas necessitavam de mais soldados.

2. A partir dos texto “Independência é traição”, discuta as divergências das elites regionais no processo de “independência” enquanto projeto político.

A divergência ocorria porque o Maranhão queria continuar a ser dependente de Portugal e todos os outros lugares do Brasil já tinham conquistado independência , o motivo do Maranhão para tal seria porque ele estaria mais perto de Lisboa do que Rio de Janeiro, e os homens de cor podiam assumir cargos políticos em Portugal.

3. Identifique e discuta as polêmicas relativas à Constituição de 1824 apresentadas por Andréia Slemian no texto “Outorgada sim, mas liberal”.

A polêmica seria a de que D.Pedro queria ter o poder sobre tudo e diminuir o poder já existente dos deputados.

4. Cruze todos os textos acima relacionados para a construção de uma interpretação acerca do processo de consolidação da “Independência” do Brasil.

Foi uma independência diferenciada pois D.Pedro I declarou a independência e se titulou imperador, formando uma nova constituição, esse processo se deu ao longo de anos.

***Avaliação das questões a partir das discussões em sala:

1.Em que medida a estadia da Corte Portuguesa em terras brasileiras contribuiu para a condução diferenciada do processo de independência se comparado ao ocorrido na América Hispânica, sobretudo no que diz respeito a preservação do território brasileiro?

D.Pedro I tentava conter as ideias separatistas, ele é aclamado imperador , era a favor da conservação do território, no geral seria o envolvimento direto da família real no processo de independência.

2.Como e por que a Inglaterra participou do processo de “Independência” do Brasil?

Ela tomou a frente promovendo uma conciliação entre o Brasil e Portugal, porque ela tinha forte relação comercial com os dois países e não podia tomar a frente em pro de nenhum deles.

Atividade de Fixação

Atividades do livro didático, capítulo 21 (Pg. 246)
Livro: História em movimento - O mundo  moderno e a sociedade contemporânea
Autores: Gislane e Reinaldo
Volume: 2        Editora: ática

Organizando as ideias 



1- No final do século XVIII, a América portuguesa havia passado por diversas transformações econômicas,políticas e culturais, em curso desde o inicio da colonização.Faça uma síntese dessas transformações.

Houve crescimento da população, ocasionando a povoação de distintas áreas do Brasil. Desenvolvimento da economia de forma que até a metrópole as vezes perdia o controle, esse desenvolvimento abriu portas para exportação, a partir de então cada região do Brasil se desenvolveu em cima de suas fontes de renda, como: fornecer gados, exportar artigos de couro, produção de açúcar, algodão, arroz, fumo, cacau e anil.

2- Observe os mapas Povoamento da colônia no século XVIII e A economia colonial em fins do século XVIII, nas páginas 247 e 248, e responda: em que regiões houve uma concentração de vilas e cidades articulada a atividades econômicas lucrativas (voltadas para a exportação)?

Na região Sul e no litoral.

3- A vinda da família real ao Brasil, em 1808, foi motivada por um impasse político que colocou em xeque a Coroa portuguesa. Descreva esse impasse e explique a decisão tomada pelo príncipe regente,dom João.

Se Portugal não aderisse ao bloqueio, Napoleão atacaria Portugal, porem se ele se juntasse com os franceses, Portugal seria atacada pela Inglaterra, a decisão de D.João para fugir desse impasse foi transferir a família real para o Brasil.

4- Por que a transferência da família real para o Rio de Janeiro significou o fim do monopólio do comércio entre a metrópole e a colônia? 
 
Porque já que a elite se encontrava em solo brasileiro, o interesse dos portugueses não era só com sua forma econômica mercantilista "explorar", mas sim propagar o povoamento, proporcionando facilidades ou quebras de sistemas.

5- A transferência da corte para o Rio de Janeiro transformou profundamente a cidade. Descreva essas mudanças.

Ruas foram pavimentadas e equipadas com iluminação pública, novos chafarizes e prédios públicos, residenciais foram construídos e abertura dos portos ao comercio internacional.

6- Por que podemos afirmar que a decisão de dom João de transferir a corte para a América conduziu à assinatura de tratados comerciais com a Inglaterra que prejudicavam os interesses portugueses?

Porque os Ingleses exigiram de Portugal que o mesmo tomasse medidas para beneficiar a Inglaterra, porque se não a mesma tiraria a proteção dada a Portugal na luta contra a França.

7- Cite duas medidas administrativas de dom João e explique com que finalidade foram adotadas.

A criação do Banco do Brasil, com finalidade de conceder créditos. Foram criados também Museu, Academia de Belas Artes, Observatório Astronômico, Academia Militar com finalidade de formar profissionais capazes de dirigir obras públicas.

8- Faça uma pequena cronologia das principais missões artísticas e cientificas que vieram ao Brasil na primeira metade do século XIX. Indique quem integrava cada missão, as regiões visitadas e suas finalidades.

1815 e 1817
Príncipe alemão Maxilian von Wied
Finalidade: Registrar diversos aspectos da vida de povos indígenas, como os Puri.

1817
Maria Leopoldina Habsburgo
Finalidade: Registrar informações sobre a fauna e a flora do Brasil.

1824
Georg Heinrch von Langsdoff
Finalidade: Ilustrações que mostravam a opressão sofrida pelos escravos.

No mundo das letras

Dia da procissão

Um dia de procissão foi sempre nesta cidade um dia de grande festa, de lufa-lufa, de movimento e de agitação; e se ainda é hoje o que os nossos leitores bem sabem, na época em que viveram as personagens desta história a coisa subia de ponto; enchiam-se as ruas de povo, especialmente de mulheres de mantilha; armavam-se as casas, penduravam-se às janelas magníficas colchas de seda, de damasco de todas as cores, e armavam-se coretos em quase todos os cantos. E quase tudo o que ainda hoje se pratica, porém em muito maior escala e grandeza, porque era feito por fé, como dizem as velhas desse bom tempo, porém nós diremos, porque era feito por moda: era tanto do tom enfeitar as janelas e portas em dias de procissão, ou concorrer de qualquer outro modo para o brilhantismo das festividades religiosas, como ter um vestido de mangas de presunto, ou trazer à cabeça um formidável trepa-moleque de dois palmos de altura.

Nesse tempo as procissões eram multiplicadas, e cada qual buscava ser mais rica e ostentar maior luxo: as da quaresma eram de uma pompa extraordinária, especialmente quando el-rei se dignava acompanhá-las, obrigando toda a corte a fazer outro tanto [...]

ALMEIDA,Manuel Antônio de
Memórias de um sargento de milicias.

1- O texto afirma que as procissões ostentavam luxo e riqueza competindo entre si em grandiosidade e brilhantismo. Com base na leitura do capítulo, explique de que modo isso se relaciona com a vinda da família real pra o Brasil, em 1808.

A família real trouxe ao Brasil o "luxo e a riqueza", principalmente através da abertura dos portos que levou a importação de artigos de luxo,joias,roupas finas,para a corte.

2- Há no texto uma observação crítica que explicaria, na opinião do autor, os motivos pelos quais as pessoas participavam com tanto empenho das procissões. Identifique e explique o trecho que contém essa observação crítica.

[...], porque era feito por moda: [...]. Ou seja, as pessoas se empenhavam para estarem na moda, acompanhar a corte, não por fé.

3- Descreva sucintamente uma procissão ou festa religiosa que você tenha visto na sua cidade ou região.

As pessoas passam pelas ruas carregando velas,cantando e rezando.








Balanço dos textos sobre portugal

                    Segundo Lilia Schwarcz a família real fugia para o Brasil com medo do ataque que iria ocorrer de Napoleão e seu exército em relação à Portugal, segundo a mesma a ideia de fugir para o Brasil já era prevista quando a família real se sentia ameaçada, porém a decisão de fugir foi momentânea, sem nenhum planejamento. A tese citada é contestada por Marieta Carvalho, pois segundo a mesma  tudo foi planejado, inclusive a fuga, no sentido de que já fosse prevista a data para que a mesma ocorresse, embora não aconteceu tudo conforme o planejado, pois muitas bagagens foram esquecidas ,pertences pessoais, documentos históricos, famílias foram separadas, entre outros acontecimentos. Depois de embarcar, alguns navios seguiram para o Rio de Janeiro, outros como o que estava com D.João se "desviou" em direção a capital da Bahia, essa hipótese também é contestada por alguns historiadores, eles acreditam que essa mudança de curso foi proposital, entretanto essa parte da realeza em solo baiano trouxe grandes avanços, como: universidades, desenvolvimento econômico, imprensa ,entre outros. Segundo Guilherme Martins o que a outra parte da corte passava no Rio de Janeiro não era nada agradável, a situação do lugar devido a grande demanda era extremamente precário, com falta de água, moradia, saneamento básico, além de mal cheirosa. A vinda da corte também aumentou o número de escravos, estes viviam com "mais liberdade" do que seus antecessores, porem os mesmos sofriam opressos.

Por Rebeca Viana