27 de ago. de 2013

Em destaque!!!

Filme "Queimada"

Sinopse: O filme conta a história de um inglês chamado Walker, que é enviado para uma ilha do caribe, chamada Queimada, onde tem uma plantação de açúcar e escravos, que trabalham nessa plantação, no qual Walker tem a missão de fazer com que os escravos entrem e revolução contra o portugueses em favor da coroa inglesa.


Reflexão:

O filme relata a história de um inglês que foi responsável por propagar a revolução nas colonias Espanholas e Portuguesas. Ele vai para um ilha chamada queimada, onde os escravos estão em rebelião. Ele tem como objetivo contatar o líder das revoluções para oferecer apoio da Inglaterra, no entanto quando ele chega o lidar já havia sido morto. Ao desembarcar ele conhece um jovem negro, carregador de malas, e ver nele habilidades que seriam úteis para que ele substituísse o finado líder. Porém, mais tarde pela falta de conhecimento desse carregador ele é tirado do poder com outra revolução e depois ele é morto. É estabelecido um novo poder , que dessa vez satisfaz os interesses do inglês.
Queimada é um retrato bastante claro de como é possível produzir um "líder popular nato" e conduzir seus íntimos impulsos para o bem comum do povo na direção dos interesses de um poder estrangeiro qualquer.

O filme é muito bom. Com uma história envolvente e cheia de drama, além de mostrar muitas verdades a respeito do período, séc XIX. Não deixem de assistir.


Curiosidades

No filme, Queimada é uma ilha portuguesa, mas a verdade é que foi rodado na Colômbia. Outro ponto é que Portugal não colonizou nada nas Antilhas.
Evaristo Marquez, que interpretou José Dolores, nunca tinha sido ator e muito menos tinha visto um filme no cinema.

QUEIMADA!
(Burn!, Itália / França, 1969).
Direção: Gillo Pontecorvo.
Roteiro: Franco Solinas, Giorgio Arlorio, baseados em história de Gillo Pontecorvo.
Elenco: Marlon Brando, Renato Salvatori, Norman Hill, Evaristo Marquez, Tom Lyons.
Trilha sonora: Ennio Morricone.
Drama.
132 minutos.

19 de ago. de 2013

Atividade Fixação

Com base nos textos: Livres como o país, Independência é traição, e Outorgada sim, mas liberal (ver os respectivos links dos textos no programa da disciplina oi no site da Revista de História da Biblioteca nacional):

A participação dos negros

Maranhão


Constituição


1. Com base no texto “Livres como o país” destaque o(s) significado(s) políticos da participação dos escravizados e libertos no processo de “Independência” do Brasil.

Eles tinham grande significado político pois as tropas necessitavam de mais soldados.

2. A partir dos texto “Independência é traição”, discuta as divergências das elites regionais no processo de “independência” enquanto projeto político.

A divergência ocorria porque o Maranhão queria continuar a ser dependente de Portugal e todos os outros lugares do Brasil já tinham conquistado independência , o motivo do Maranhão para tal seria porque ele estaria mais perto de Lisboa do que Rio de Janeiro, e os homens de cor podiam assumir cargos políticos em Portugal.

3. Identifique e discuta as polêmicas relativas à Constituição de 1824 apresentadas por Andréia Slemian no texto “Outorgada sim, mas liberal”.

A polêmica seria a de que D.Pedro queria ter o poder sobre tudo e diminuir o poder já existente dos deputados.

4. Cruze todos os textos acima relacionados para a construção de uma interpretação acerca do processo de consolidação da “Independência” do Brasil.

Foi uma independência diferenciada pois D.Pedro I declarou a independência e se titulou imperador, formando uma nova constituição, esse processo se deu ao longo de anos.

***Avaliação das questões a partir das discussões em sala:

1.Em que medida a estadia da Corte Portuguesa em terras brasileiras contribuiu para a condução diferenciada do processo de independência se comparado ao ocorrido na América Hispânica, sobretudo no que diz respeito a preservação do território brasileiro?

D.Pedro I tentava conter as ideias separatistas, ele é aclamado imperador , era a favor da conservação do território, no geral seria o envolvimento direto da família real no processo de independência.

2.Como e por que a Inglaterra participou do processo de “Independência” do Brasil?

Ela tomou a frente promovendo uma conciliação entre o Brasil e Portugal, porque ela tinha forte relação comercial com os dois países e não podia tomar a frente em pro de nenhum deles.

Atividade de Fixação

Atividades do livro didático, capítulo 21 (Pg. 246)
Livro: História em movimento - O mundo  moderno e a sociedade contemporânea
Autores: Gislane e Reinaldo
Volume: 2        Editora: ática

Organizando as ideias 



1- No final do século XVIII, a América portuguesa havia passado por diversas transformações econômicas,políticas e culturais, em curso desde o inicio da colonização.Faça uma síntese dessas transformações.

Houve crescimento da população, ocasionando a povoação de distintas áreas do Brasil. Desenvolvimento da economia de forma que até a metrópole as vezes perdia o controle, esse desenvolvimento abriu portas para exportação, a partir de então cada região do Brasil se desenvolveu em cima de suas fontes de renda, como: fornecer gados, exportar artigos de couro, produção de açúcar, algodão, arroz, fumo, cacau e anil.

2- Observe os mapas Povoamento da colônia no século XVIII e A economia colonial em fins do século XVIII, nas páginas 247 e 248, e responda: em que regiões houve uma concentração de vilas e cidades articulada a atividades econômicas lucrativas (voltadas para a exportação)?

Na região Sul e no litoral.

3- A vinda da família real ao Brasil, em 1808, foi motivada por um impasse político que colocou em xeque a Coroa portuguesa. Descreva esse impasse e explique a decisão tomada pelo príncipe regente,dom João.

Se Portugal não aderisse ao bloqueio, Napoleão atacaria Portugal, porem se ele se juntasse com os franceses, Portugal seria atacada pela Inglaterra, a decisão de D.João para fugir desse impasse foi transferir a família real para o Brasil.

4- Por que a transferência da família real para o Rio de Janeiro significou o fim do monopólio do comércio entre a metrópole e a colônia? 
 
Porque já que a elite se encontrava em solo brasileiro, o interesse dos portugueses não era só com sua forma econômica mercantilista "explorar", mas sim propagar o povoamento, proporcionando facilidades ou quebras de sistemas.

5- A transferência da corte para o Rio de Janeiro transformou profundamente a cidade. Descreva essas mudanças.

Ruas foram pavimentadas e equipadas com iluminação pública, novos chafarizes e prédios públicos, residenciais foram construídos e abertura dos portos ao comercio internacional.

6- Por que podemos afirmar que a decisão de dom João de transferir a corte para a América conduziu à assinatura de tratados comerciais com a Inglaterra que prejudicavam os interesses portugueses?

Porque os Ingleses exigiram de Portugal que o mesmo tomasse medidas para beneficiar a Inglaterra, porque se não a mesma tiraria a proteção dada a Portugal na luta contra a França.

7- Cite duas medidas administrativas de dom João e explique com que finalidade foram adotadas.

A criação do Banco do Brasil, com finalidade de conceder créditos. Foram criados também Museu, Academia de Belas Artes, Observatório Astronômico, Academia Militar com finalidade de formar profissionais capazes de dirigir obras públicas.

8- Faça uma pequena cronologia das principais missões artísticas e cientificas que vieram ao Brasil na primeira metade do século XIX. Indique quem integrava cada missão, as regiões visitadas e suas finalidades.

1815 e 1817
Príncipe alemão Maxilian von Wied
Finalidade: Registrar diversos aspectos da vida de povos indígenas, como os Puri.

1817
Maria Leopoldina Habsburgo
Finalidade: Registrar informações sobre a fauna e a flora do Brasil.

1824
Georg Heinrch von Langsdoff
Finalidade: Ilustrações que mostravam a opressão sofrida pelos escravos.

No mundo das letras

Dia da procissão

Um dia de procissão foi sempre nesta cidade um dia de grande festa, de lufa-lufa, de movimento e de agitação; e se ainda é hoje o que os nossos leitores bem sabem, na época em que viveram as personagens desta história a coisa subia de ponto; enchiam-se as ruas de povo, especialmente de mulheres de mantilha; armavam-se as casas, penduravam-se às janelas magníficas colchas de seda, de damasco de todas as cores, e armavam-se coretos em quase todos os cantos. E quase tudo o que ainda hoje se pratica, porém em muito maior escala e grandeza, porque era feito por fé, como dizem as velhas desse bom tempo, porém nós diremos, porque era feito por moda: era tanto do tom enfeitar as janelas e portas em dias de procissão, ou concorrer de qualquer outro modo para o brilhantismo das festividades religiosas, como ter um vestido de mangas de presunto, ou trazer à cabeça um formidável trepa-moleque de dois palmos de altura.

Nesse tempo as procissões eram multiplicadas, e cada qual buscava ser mais rica e ostentar maior luxo: as da quaresma eram de uma pompa extraordinária, especialmente quando el-rei se dignava acompanhá-las, obrigando toda a corte a fazer outro tanto [...]

ALMEIDA,Manuel Antônio de
Memórias de um sargento de milicias.

1- O texto afirma que as procissões ostentavam luxo e riqueza competindo entre si em grandiosidade e brilhantismo. Com base na leitura do capítulo, explique de que modo isso se relaciona com a vinda da família real pra o Brasil, em 1808.

A família real trouxe ao Brasil o "luxo e a riqueza", principalmente através da abertura dos portos que levou a importação de artigos de luxo,joias,roupas finas,para a corte.

2- Há no texto uma observação crítica que explicaria, na opinião do autor, os motivos pelos quais as pessoas participavam com tanto empenho das procissões. Identifique e explique o trecho que contém essa observação crítica.

[...], porque era feito por moda: [...]. Ou seja, as pessoas se empenhavam para estarem na moda, acompanhar a corte, não por fé.

3- Descreva sucintamente uma procissão ou festa religiosa que você tenha visto na sua cidade ou região.

As pessoas passam pelas ruas carregando velas,cantando e rezando.








Balanço dos textos sobre portugal

                    Segundo Lilia Schwarcz a família real fugia para o Brasil com medo do ataque que iria ocorrer de Napoleão e seu exército em relação à Portugal, segundo a mesma a ideia de fugir para o Brasil já era prevista quando a família real se sentia ameaçada, porém a decisão de fugir foi momentânea, sem nenhum planejamento. A tese citada é contestada por Marieta Carvalho, pois segundo a mesma  tudo foi planejado, inclusive a fuga, no sentido de que já fosse prevista a data para que a mesma ocorresse, embora não aconteceu tudo conforme o planejado, pois muitas bagagens foram esquecidas ,pertences pessoais, documentos históricos, famílias foram separadas, entre outros acontecimentos. Depois de embarcar, alguns navios seguiram para o Rio de Janeiro, outros como o que estava com D.João se "desviou" em direção a capital da Bahia, essa hipótese também é contestada por alguns historiadores, eles acreditam que essa mudança de curso foi proposital, entretanto essa parte da realeza em solo baiano trouxe grandes avanços, como: universidades, desenvolvimento econômico, imprensa ,entre outros. Segundo Guilherme Martins o que a outra parte da corte passava no Rio de Janeiro não era nada agradável, a situação do lugar devido a grande demanda era extremamente precário, com falta de água, moradia, saneamento básico, além de mal cheirosa. A vinda da corte também aumentou o número de escravos, estes viviam com "mais liberdade" do que seus antecessores, porem os mesmos sofriam opressos.

Por Rebeca Viana

16 de jul. de 2013

A única saída

"O poderoso exército napoleônico às portas da fronteira.Espreitando o porto de Lisboa,navios ingleses prontos para atacar.Do outro lado do oceano,a enorme e rica colônia brasileira exposta a uma possível invasão.Pressionado por duas potências rivais,a escolha de Portugal era das mais difíceis. Fosse qual a decisão, o castigo do inimigo era certo.
Pois naquele fim de 1807,o que se viu foi uma fuga."

                                                                                                          Marieta Pinheiro de Carvalho
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Reflexão
Em 1807,ocorreu a fuga da família real e dos nobres,porem houve vários atropelos durante a embarcação,malas foram deixados para trás,famílias foram separadas,documentos importantes foram esquecidos no porto.A autora defende a ideia de que a fuga não foi improvisada e sim foi planejada, pois os portugueses visavam a neutralidade,para evitar conflitos com as principais potências da época: França e Inglaterra.Assim a transferência de sede do governo português,proporcionou a permanência dos Bragança no trono e inaugurando um novo momento no Brasil.


O dia em que Portugal fugiu o Brasil

"Na madrugada de 25 de novembro de 1807, quando d. João encerrou a sessão do Conselho de Estado, a decisão estava tomada. A família real deveria embarcar para o Brasil daí a dois dias, antes que as tropas de Napoleão, que já tinham cruzado as fronteiras lusitanas, alcançassem Lisboa. Chegara enfim a hora de se executar um plano que já se conhecia de cor, e de traçar, rapidamente, o procedimento operacional de uma gigantesca tarefa: mudar, da terra para o mar, tudo e todos que significassem a sobrevivência e a sustentação do governo monárquico a ser instalado no Rio de Janeiro."
Lilia Moritz Schwarcz

Reflexão:
A ideia de Portugal mudar-se para o Brasil e fundar uma colonia aqui não era novidade. A muito, já pensara que Brasil seria um bom lugar para o refugio do rei português. De modo geral, sempre que, de alguma forma Portugal era ameaçada, surgia novamente esse diálogos entre a realeza. Por exemplo, em 1762,com medo que os espanhóis e franceses invadissem Portugal, Pombal, ministro de d. José I, fez com que o rei fizesse todos os preparativos para a viagem ao brasil.
Portanto, podemos dizer que houve planejamento, não ocorrera de ultima hora, até mesmo porque não era uma viagem fácil de realizar, havia pouco tempo e um longo caminho à percorrer.
Contudo, a crise que Portugal enfrentava devido a Napoleão Bonaparte, não só fez surgir novamente essa história de mudança da Coroa Portuguesa para o Brasil, como também fez acontecer. Há quem diga que Portugal estava, na verdade, fugindo, outros, porém, dizem que era uma estratégia politica para evitar a humilhação que a França impusera sobre Portugal, ou ainda uma forma de evitar a destruição do império.



9 de jul. de 2013

Leitura do texto "A vizinhança em ebulição"

3 acontecimentos diretamente relacionados ao contexto de independência na América latina:

1."Em menos de duas décadas,a América espanhola se transformou radicalmente,numa sucessão de independências conquistadas na ponta da espada."
Comentário: A origem dessa transformação radical se deu devido à invasão napoleônica na Península Ibérica em 1807,que gerou o processo de independência conquistadas a base de muito sangue derramado.

2."A administração do reino sofreu sucessivas mudanças.A princípio,formaram-se,na Espanha e na América,juntas de governos locais,que invocavam o princípio legal hispânico de que a soberania,na ausência do rei,retornaria aos povos."
Comentário: O povo começou a desenvolver essa ideia ,devido a influência do pensamento iluminista que enfatizava a liberdade,a igualdade,os direitos civis,entre outros.

3."Em 1812,a reunião das Cortes em Cádiz,na Espanha,para a elaboração de uma constituição,dedicou-se a encaminhar as preocupações das províncias da Espanha e de muitas partes do Novo Mundo ."
Comentário: Essa constituição passou a ser um documento Espanhol e Americano,ela abolia as instituições senhoriais,a Inquisição,o tributo pago pelas comunidades indígenas e o trabalho forçado.

"A vizinhança em ebulição"

Maria Elisa Mader


*Independências - conquistas "na ponta da espada"
- Contexto: ideias iluministas (Espanha e Colônias)
+ napoleônicas -> monarca da Dinástica
Borbon 
-> implementar reformas políticas e administrativas 
-> objetivava recuperar a prosperidade econômica e o supremacia política da Espanha.
#Descontentamento da elite colonial criola
-Debate:/soberania/representação política/ideia de nação/nova Constituição à Monarquia(Reformas)
-A Constituição de Cádiz (Espanha)- participação de deputados do "Novo Mundo"
->Ares liberais:
+Abolição das instituições senhoriais, inquisição,tributos forçados (mita)
+Restrição ao poder do rei
 ->Cortes com poder de decisão final
+Direito ao voto (homens -exeto de ascendência africana) sem exigência de alfabetização
#Tais medidas não foram suficientes para conter as guerras civis,desenroladas desde 1810, haja vista as divisões entre as elites,as antipatias regionais e tensões sociais.


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 Saiba mais...


Pra melhor compreendimento do tema, se encontra no seguinte site o texto completo: 
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/vizinhanca-em-ebulicao

Profº. Dra. Maria Elisa Noronha de Sá Mader
Doutora em História (UFF)
Professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio)
Escritora.

25 de jun. de 2013

Independências - Latino Americana

    



No decorrer de 2 meses estaremos nos aprofundando em um tema muito importante da história, que são os processos de Independências. 
Abordaremos diversos pontos como: como ocorreram, quais foram os percussores,as influências dessas independências atualmente e muito mais curiosidades, prontos para embarca nesse novo Livro??




15 de jun. de 2013

Revolução Americana

Na passagem do século XVIII para o século XIX, com o declínio do Antigo Regime, o liberalismo político e econômico forneceu a base ideológica para a superação definitiva dos entraves que barravam o progresso capitalista. A era das revoluções, iniciada com a revolta dos colonos ingleses da América do Norte contra a respectiva metrópole foi o resultado de um processo de progressivo amadurecimento, ao, longo do século XVIII, das condições que iriam determinar, no último quartel desse século, a luta em prol de sua independência.


Como colônias de povoamento, os estabelecimentos ingleses da América do Norte já diferiam, por sua natureza mesma, do restante das colônias europeias na América, uma vez que se criou ali, desde cedo, uma classe de pequenos e médios proprietários agrícolas cuja lavoura de subsistência, vinculada quando muito aos mercados urbanos mais próximos, nada possuía em comum com o domínio metropolitano, em termos de dependência econômica.
O desenvolvimento de alguns centros do comércio marítimo, inclusive de construção naval, aliados às relações intensas estabelecidas com as Antilhas e a África, favoreceram uma burguesia mercantil e até mesmo um núcleo de burguesia industrial, a principio tolerados pela metrópole, possibilitando-lhe rápidos progressos, à sombra mesmo do Atos de Navegação.
Quando no século XVIII, por razões conjunturais, a Inglaterra resolveu apertar as rédeas e aplicar de fato os princípios mercantilistas às suas colônias norte-americanas, defrontou-se com a oposição de quase todas as camadas sociais ali existentes, direta ou indiretamente prejudicadas por aquelas mediadas, excetuando-se os grandes proprietários do sul, ligados à agricultura de plantation, essencialmente exportadora.
Na verdade, portanto, salvo raras exceções, a revolta foi efetuada pelas camadas sociais já dominantes nas colônias, não havendo ali a substituição em larga escala de uma classe por outra. Pequenos proprietários agrícolas e setores burgueses apenas desvencilharam-se da autoridade inglesa e das famílias ou pessoas a elas ligadas por tradição ou interesse político. Simultaneamente , porém, aqueles setores coloniais dominantes procuraram assegurar a sua própria retaguarda , bloqueando as reivindicações dos elementos mais pobres - principalmente no campo, os sem-terra; postergaram a solução do problema escravista , por se tratar de ponto verdadeiramente crucial para os grandes proprietários do sul, cuja adesão se pretendia assegurar.
Ideologicamente identificada com a burguesia europeia dessa época, e talvez mais ainda com as ideias da Revolução Inglesa do século XVII, Revolução Americana conduziu à formação de uma República em que se procurou eliminar o excesso de autonomia dos Estados, antigas colônias, em beneficio da autoridade federal. Nada melhor do que os debates que presidiram à elaboração da Constituição Americana em seus aspectos econômicos, sociais, políticos e ideológicos. O seu caráter revolucionário talvez só possa ser entendido e aceito adotando-se uma perspectiva bem mais ampla que nos permita abranger também a "guerra civil americana", já na segunda metade do século XIX.

No quadro geral do mundo ocidental, podemos dizer que a Revolução Americana representou a tomada do poder pela burguesia colonial eminentemente agrária em suas origens, em detrimento, da oligarquia metropolitana, representada pelo Parlamento inglês.



Referência Bibliográfica:
Falcon, Francisco & Moura, Gerson. A formação do mundo contemporâneo; a fase de formação da sociedade liberal. 14. Ed. RJ, Campus, 1989. Apud Mota, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio: Vol. Único/Miryam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick 1 ed. - SP: Moderna, 1997. pág. 301.





21 de mai. de 2013

Revolução francesa

     Antigo regime Francês                                                                 


É comum as pessoas exigirem seus o cumprimento dos seus direitos. Criminosos reclamam por um julgamentos justo, jornalistas reivindicam a liberdade de expressão, fiéis esperam ser respeitados em sua crença, homens e mulheres não permitem que suas casas e seus bens lhe sejam retirados pelo estado de forma arbitrária. Todos esses direitos não existiram desde sempre e não nasceram da noite para o dia. Um acontecimento do final do século XIII se tornaria o símbolo dessas conquistas: a Revolução Francesa, que durou dez anos (1789-1799).
Durante o Antigo Regime, o Estado francês era uma monarquia absolutista. O rei concentrava em suas mão o poder Executivo,judiciário e legislativo. Desse modo suas decisões dificilmente encontravam limites para serem aplicadas. As vontades particulares do monarca, muitas vezes motivadas por intrigas e caprichos pessoais, tornavam-se, na maior parte das vezes orientações para o próprio Estado francês.
O mercantilismo, política econômica adotada pela monarquia francesa, era coerente com o absolutismo. A política mercantilista pressupunha, antes de mais nada, a intervenção do estado nas atividades econômicas francesas. o comércio nacional e de longa distância, a manufatura e o artesanato francês eram limitados e orientados conforme as determinações monárquicas, visando ao enriquecimento do rei francês.
As sociedade francesa estava divida em três ordens ou estados. O clero formava o primeiro estado, tinha o privilégio de não pagar impostos; a nobreza, formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte, o segundo estado; e o terceiro estado reunia o restante da população (trabalhadores, camponeses e burguesia), que sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.




     A crise do Antigo Regime                                                           


Durante o séc. XIII, a França sofreu algumas crises que abalaram a já desgastada estrutura do reino. O tesouro francês encontrava-se esgotado. Era a manifestação de uma profunda crise financeira. A Guerra dos setes anos (1756-1763), motivada pela disputa entre franceses e britânicos pelo território de Ohio, na América do Norte, e o apoio francês à luta pela independência das colônias inglesas geraram diversas despesas. Como não conseguiam arrecadar o suficiente, o estado passou a viver de empréstimo, endividando-se cada vez mais.
A desordem entre despesas e as receitas provocou uma crise administrativa. Privilégios disseminado da sociedade impediam o controle administrativo e restringia a receita do Estado.
A crise agrária, motiva principalmente pela escassez de alimentos, tornou a situação dos trabalhadores urbanos e dos camponeses desesperadora, conduzindo a revoltas e insurreições nos campos e nas cidades.
  • A pressão por mudanças

A escassez de alimentos e a situação de miséria dos camponeses provocaram repetidas revoltas populares nos anos que antecederam a Revolução. O descontentamento popular, contudo,não era suficiente para impulsionar uma grande revolução. Era preciso uma ideologia que unisse as pessoas em torno de ideais comuns e desse expressão política à cada revolta. Essa ideologia foi fornecida pelo movimento iluminista, que mostrou aos franceses que outra forma de organizar a sociedade era viável.
  • A convocação dos Estados Gerais

A situação financeira tornou-se insustentável. Os ministros e os conselheiros do rei, percebendo o problema que se formava, propuseram elaborar uma reforma fiscal e administrativa. a proposta envolvia a cobrança de um novo imposto que recairia sobre toda aristocracia. Os juízes, membros do Parlamento de Paris   e dos doze estados que existiam no Reino Francês, sugeriram, como saída para a grave crise financeira e política, a convocação dos Estados Gerais, buscando, na verdade, preservar seus privilégios adquiridos.


     O despertar da revolução                                                            


A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de  agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.


    Girondinos e Jacobinos                                                               


Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.


A Fase do Terror 


Robespierre
Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.


 Maximilien de Robespierre: defesa de mudanças radicais



A burguesia no poder                                                                       


Napoleão Bonaparte: implantação do governo burguês

Em 1795, os Girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão assume o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.

Conclusão:
 
Enfim, a Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram a independência  de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil. 
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Citação: 

O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
                                                                                                                             Bertolt Brecht

Aula  21/05/13